Como fazer um contrapiso autonivelante de forma rápida

Como fazer um contrapiso autonivelante de forma rápida

O texto apresenta de uma forma simplificada, um procedimento bastante comum em uma obra, as etapas de como fazer contrapiso autonivelante. Mas antes de começarmos, é importante entender o que é um contrapiso autonivelante, qual sua função e quais são as indicações e contraindicações. Leia também sobre pisos para apartamento!

  • O que é um contrapiso autonivelante e qual sua função: Basicamente, é um sistema composto por uma argamassa desenvolvida com uso de aditivos;
  • Sua principal função é nivelar a laje com preenchimento dos espaços vazios e se auto-adensar apenas sob o efeito da gravidade e de sua própria capacidade de espalhamento.
  • Indicações: Seu uso é recomendado quando houver prazos mais curtos em uma obra, reduzindo tanto o tempo de execução como o de “descanso” do material. É indicado para ambientes internos com trânsito baixo ou moderado.
  • Contraindicações: O uso é contraindicado em ambientes expostos a intempéries, agentes químicos, óleos ou graxas (que podem provocar queda de resistência, manchamentos, fissuras e desagregações).

Agora que sabemos o que é, qual a função e quais as indicações e contraindicações de um contrapiso autonivelante, estamos prontos para começar o procedimento. Confira o passo a passo a seguir:

1. Materiais Necessários para execução do contrapiso

Alguns materiais e ferramentas são essenciais para a execução do contrapiso autonivelante, são eles:

  • Mambreta
  • Niveletas
  • Laser Nivelador
  • Mangote de borracha
  • Bomba de argamassa
  • Argamassa autonivelante dosada em central / Cimento para lubrificação dos mangotes.

2. Condições Iniciais para a preparação da laje

Essa etapa é responsável por grande parte do sucesso da execução e por uma grande economia de tempo em reparos futuros no contrapiso.

  • Uma vez que o piso não é colado e sim aderido, teremos que deixar a maior área de contato possível, sendo assim o local de serviço deverá estar limpo e livre de restos de argamassa, pó e outras partículas soltas;
  • Após a montagem da bomba de argamassa e da tubulação de acordo com as especificações do fabricante seguimos para próxima etapa.

3. Preparação e Mapeamento da laje

Esse é um procedimento fundamental, pois favorece um estudo da base em relação a sua variação nas cotas. É possível definir o método de execução e o preparo da base, veja as dicas a seguir:

  • Primeiramente lave a laje com jateamento de água sob pressão (WAP), um dia antes á aplicação do contrapiso;
  • O mapeamento da base deve ser feito através de planilhas para auxiliar nas espessuras do contrapiso, possibilitando assim ter uma estimativa de quantidade média de argamassa a ser utilizada na regularização do piso mapeado.
  • Isolamento da área: As áreas frias deverão ser isoladas com pontaletes para que não seja aplicado o autonivelante;
  • Neste local deve ser executado o contrapiso convencional (argamassa do tipo farofa) com os devidos caimentos.
  • Fita de polietileno expandido: Coloca-se o feltro de polietileno nos contornos internos de contato com o contrapiso;
  • O feltro tem a função de uma junta perimetral nas paredes estruturais, pilares e alvenarias.
  • Definição dos níveis e ferramentas: Após o processo das cotas finalizado, realize a transferência do ponto de referência para as paredes dos cômodos onde serão distribuídos ao longo da laje através dos níveis a laser;
  • Esse processo deve ser feito com o engenheiro ou mestre da obra;
  • Após o mapeamento de laje, posicione as niveletas (marcadores de nível), respeitando a espessura mínima de três centímetros e máxima de nove centímetros, (deverá ser considerada a espessura do revestimento) nos pontos críticos (pontos mais altos da laje) com espaçamentos entre 1 m² a 4 m²;
  • Caso haja pontos onde a cota seja inferior a 3 cm, o responsável deverá ser avisado, e orientado a subir a cota geral ou “escarear” as áreas.

4. Aplicação da argamassa

  • O caminhão betoneira descarrega a argamassa na bomba que propulsiona o material através dos tubos/ mangotes devidamente instalados até a laje onde será aplicada, respeitando os níveis das niveletas;
  • Adensamento e Acabamento Fino: Depois de aplicada, a argamassa recebe um adensamento e o acabamento fino. Ambos os acabamentos são realizados pela mambreta;
  • Para um melhor resultado a aplicação deve seguir um sentido preferencial.

5. Cura do contrapiso

  • A cura deve ser iniciada assim que a argamassa estiver visualmente em processo de pega, esta verificação deverá ser realizada através do atrito de um prego com a argamassa aplicada;
  • Após 24 horas da aplicação, molhar toda a área com um centímetro de lâmina d’água, para minimizar as fissuras provocadas pela perda excessiva de água durante o processo de pega da argamassa;
  • Manter a cura por pelo menos três dias;
  • Quando necessário, a cura química deverá ser aplicada seguindo as recomendações do fabricante, este tipo de cura também minimiza o aparecimento de fissuras;
  • O período da cura química deve cumprir as especificações do fabricante.

Cuidados Importantes sobre o contrapiso

  • A área do contrapiso deve ser isolada, evitando o trânsito de pessoas por dois dias;
  • O teste para regularização de imperfeiçoes do acabamento após a cura deve ser realizado o mais tardiamente possível;
  • Esses testes acontecem entre 14 e 28 dias após a execução.

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